Doenças do Aparelho Digestivo

Posted by Fátima Lombardi (rogerio) on 29/07/2010
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Dispepsia é um termo usado para definir sintomas digestivos do abdômen superior. Acomete 15% a 40% dos indivíduos adultos de populações ocidentais, é responsável por mais de 5% de todas as consultas a clínicos, representa uma das principais causas de consultas gastroenterológicas, provoca enormes custos econômicos e tem grande importância na qualidade de vida dos pacientes. A maioria dos pacientes com DISPEPSIA NÃO INVESTIGADA não apresenta alterações anatômicas ou bioquímicas que justifiquem os sintomas, sendo considerados como portadores de DISPEPSIA FUNCIONAL (DF).

 

 

Estes são termos empregados e ainda geram muitas dúvidas e equívocos.

 

 

 

A gastrite é classificada em Aguda ou Crônica de acordo com o tipo de células inflamatórias que infiltram o tecido gástrico, ao exame histológico (biópsia). Não há conotação evolutiva, cronológica ou temporal.

 

 

 

O que podemos observar é que as Gastrites Agudas são de aparecimento súbito, evolução rápida e facilmente associadas a um agente causador: medicamentos (aspirina, anti-inflamatórios, antibióticos, corticóides), alimentos irritantes (café, condimentados, gordurosos, ácidos ) ou contaminados por germes ( bactérias e vírus ), bebidas alcoólicas e situações de estresse físico ou psíquico ( pacientes com queimaduras corporais extensas, politraumatizados ou com infecções generalizadas).

 

 

 

Já na Gastrite Crônica a bactéria “Helicobacter pylori” habitualmente está presente ( através da ingestão de água e alimentos contaminados ) . Outras causas associadas à gastrite crônica é o refluxo de bile para o estômago e a atrofia ( diminuição ) das células do estômago e baixa produção de ácido.

 

 

 

A Gastrite Crônica é, em geral, silenciosa e na maioria dos casos não apresenta sintomas. Na Gastrite Aguda, quando existem queixas, estas são muito variadas: dor em queimação no abdômen, azia, perda de apetite, fraqueza, tontura, dores de cabeça, náuseas, vômitos e sangramento digestivo ( fezes enegrecidas ou vômitos com sangue ).

 

 

 Dispepsia É O Que FUNCIONAL ?

 

Dispepsia ou má digestão são queixas comuns que inclui dor ou desconforto no abdome superior, relacionadas ou não com a alimentação, acompanhadas ou não de: empachamento, queimação, náuseas, gases, entre outros sintomas.

 

 

 

Se o paciente tem mais de 45 anos ou em qualquer idade, se os sintomas forem intensos ou se não responder aos remédios ou tiver vômitos (com ou sem sangue) ou perda de peso ou história familiar de Câncer ou úlcera ou dificuldade de deglutir ou anêmico, deve iniciar investigação diagnóstica com exames de sangue, de fezes e Endoscopia digestiva.

 

 

 

Estatisticamente podemos dizer que mais de 50% destes pacientes não apresentarão doença na Endoscopia que justifique seus sintomas. Apresentarão exame normal ou alterações como gastrites, duodenites, pólipos, hérnia hiatal pequena, Helicobacter pylori e outras alterações que não podem ser responsabilizadas por seus sintomas. Estas alterações citadas são importantes, mas geralmente, não causam nenhum sintoma.

 

 

 

As duas doenças mais comuns do ap. digestório alto: dispepsia funcional (conhecida popularmente como gastrite nervosa) e doença do refluxo gastroesofágica (muito confundida com gastrite) em regra não são diagnosticadas por Endoscopia. Porém se na Endoscopia encontrar esofagite (40% dos casos de doença do refluxo) fecha o diagnóstico desta enfermidade.

 

 

 

Se o sintoma dor for intenso, principalmente pós prandial, o médico solicita ultra-sonografia para afastar suspeita de doença de vesícula, vias biliares ou pâncreas.

 

 

 

A pH metria 24 horas ou o teste com inibidor de ácido ajudam a confirmar doença do refluxo quando a Endoscopia não detecta esofagite.

 

 

 

Outros exames mais sofisticados e específicos para doenças raras poucas vezes se fazem necessários.

 

 

 

Aproximadamente metade destes pacientes dispépticos, os quais os exames citados se mostram normais são portadores da dispepsia funcional. É uma alteração na função digestiva, sem alterações estruturais (sem inflamação, ferida ou tumor). Os fatores emocionais e ambientais influenciam nesta doença, por isso o povo refere sofrer de gastrite nervosa.

 

 

O que é uma Gastrite Aguda e Gastrite Crônica, quais suas principais causas e sintomas?

 

 
 
 
 

Qual a Relação Entre Gastrite e Úlcera ?

 
 

A Úlcera Péptica é uma erosão profunda da mucosa do estômago ou intestino, causada pela exposição excessiva ao ácido clorídrico, pela bactéria “H.pylori” (80-95%) e por anti-inflamatórios. Geralmente está associada à gastrites ( o que já denota uma maior sensibilidade do estômago).

 

 

 

Os mecanismos fisiopatológicos envolvidos na dispepsia funcional são mal compreendidos e envolvem alterações da motilidade, secreções e sensibilidade do trato gastrointestinal, além de alterações no “eixo cérebro-intestino”. Permanece indefinido o papel da infecção pelo Helicobacter pylori (H.pylori) nessa doença.

 

 

 

O H.pylori é uma bactéria gram-negativa, flagelada, com a propriedade de sobreviver no meio ácido do estômago. É uma das mais prevalentes infecções dos seres humanos. Estima-se que aproximadamente metade da população mundial seja portadora dessa bactéria. Virtualmente todos os infectados apresentam gastrite histológica, na maioria dos casos sem sintomas. O H.pylori também está envolvido na patogênese das úlceras pépticas gástricas e duodenais, do carcinoma gástrico e do linfoma gástrico tipo MALT. Existem indícios que a infecção possa ocasionar diversas alterações extra-digestivas, como anemia por deficiência de ferro, dentre outras. A relação do H. pylori com os sintomas da dispepsia funcional permanece controversa.

 
 

Estudos epidemiológicos de associação entre o H.pylori e a dispepsia funcional apresentaram resultados contraditórios, e o efeito da erradicação da bactéria nos sintomas dispépticos apresentou resultados antagônicos, em grandes estudos. A relação custo-efetividade da erradicação do H. pylori na dispepsia funcional ainda não está devidamente estabelecida.

 
 
 

Quais as dicas para se prevenir a Gastrite?

 


- Evitar o excesso de alimentos possivelmente irritantes da mucosa gástrica: café, chá preto e mate, refrigerantes, gorduras e frituras, condimentos fortes, sucos e frutas ácidas, chocolate .
 

- Evitar bebidas alcoólicas
 

- Observar quais alimentos não são tolerados e evitá-los
 

- Evitar o excesso de líquidos às principais refeições
 

- Evitar alimentos muitos quentes ou gelados
 

- Não fumar
 

- Comer devagar
 

- Fracionar as refeições (intervalos de 3 em 3 horas)
 

- Fazer as refeições em local tranquilo e com calma
 

- Evitar o uso de medicamentos irritativos : anti-inflamatórios, AAS, antibióticos ( devem ser tomados sob prescrição médica)
 

- Melhoria das condições sanitárias, do tratamento adequado da água de consumo doméstico, da higiene pessoal (lavar as mãos antes de tocar os alimentos ) e dos cuidados no preparo e na conservação dos alimentos.
 
 
 
Todas estas medidas fazem decrescer significativamente as vítimas de infecções alimentares (gastrenterites e infecções pelo H. pylori)
 
 
- Ter hábitos saudáveis de vida: atividades físicas, esporte e lazer.
 

Last changed: 28/01/2011 at 16:23

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